A Operação Fluxo Oculto, desdobramento da Carbono Oculto, expõe, mais uma vez, a infiltração profunda do PCC no coração do capitalismo brasileiro: R$ 26 bilhões lavados por fintechs da Faria Lima, transformando lucro do tráfico, controle territorial, fraudes em combustíveis e mineração ilegal em capital “limpo” que circula no mercado financeiro.
Enquanto o crime organizado se reinventa com empresas de fachada e explora brechas regulatórias no setor digital, como já revelado na fase anterior, o governo do presidente Lula opta por ir a Donald Trump para convencê-lo de não incluir o PCC e o CV na lista de organizações terroristas, priorizando uma suposta soberania jurídica que, na prática, soa como complacência com facções que desafiam o Estado.
Essa postura não apenas fragiliza o combate ao crime transnacional, mas revela um governo mais preocupado em blindar narrativas ideológicas do que em enfrentar com rigor a sofisticada máquina de lavagem que corrói a economia e a segurança nacionais, deixando operações policiais isoladas contra um monstro que, sem regulação séria, simplesmente se reorganiza e prospera.
