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Economia

Produção de veículos recua 3,6% em julho apesar de melhora após IPI

06 de Agosto de 2012 - atualizado às 16h45

Depois de garantir duas marcas históricas nas vendas de veículos, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) fez a atividade nas fábricas esboçar uma reação em julho. O nível, contundo, ainda se mantém abaixo do ritmo de 2011.

 

A produção no setor cresceu 8,8% em julho em relação ao mês anterior, para 297,8 mil veículos. Na comparação com julho do ano passado, o número representa uma queda de 3,6% (308,8 mil).

 

Os dados foram divulgados pela Anfavea (associação das montadoras) nesta segunda-feira (6).

 

No ano acumulado do ano, a indústria registra uma retração de 8,5% quando comparada aos primeiros sete meses de 2011.

 

A retomada da atividade nas montadoras na comparação mensal segue o forte desempenho nos negócios do setor nos últimos dois meses. Em junho, as vendas chegaram ao segundo maior nível já registrado na história, marca que foi superada novamente em julho.

 

A redução do IPI foi adotada no final de maio para reduzir os altos estoques no setor. A queda nas unidades acumuladas em pátios de montadoras e concessionárias em junho abriu espaço para a retomada da produção.

 

A contrapartida esperada pelo governo, ante a redução do imposto, é que as companhias não demitam. A medida vale a até 31 de agosto. Existe a possibilidade de o benefício não ser prorrogado.

 

O crescimento da atividade nas fábricas ajudou a elevar o nível de ocupação no setor. Em julho, as montadoras empregavam 127.736 trabalhadores, 0,5% a mais do que o registrado em junho. Se considerada a produção de máquinas agrícolas também, a indústria somava 147.714 postos de trabalho.

 

EXPORTAÇÕES

 

As vendas de veículos para o exterior recuaram 17,4% na comparação entre julho e junho e já acumulam uma queda de 16% no ano. Em valores, houve retração no mês passado, mas o quadro ainda é de leve avanço no ano.

 

SEM TOLERÂNCIA

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na sexta-feira (3) que não vai tolerar o descumprimento dos acordos de não demissão nos setores beneficiados pela redução do IPI. Por meio da sua assessoria, ele afirmou que demissões serão interpretadas como descumprimento do acordo. Apesar do tom genérico, a declaração foi uma reação ao caso da GM.

 

A assessoria de do Ministério da Fazenda não disse, no entanto, quais seriam as consequências do não cumprimento da acordo.

 

A declaração de Mantega destoa do tom que manteve na reunião da última terça-feira com o diretor de Relações Institucionais da GM, Luiz Moan. Na ocasião, o ministro saiu da reunião dizendo estar "satisfeito" sob o ponto de vista do acordo de não demitir, já que havia um saldo positivo de geração de empregos no setor e, especificamente, na GM.

Folha de São Paulo


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